Santô e os pais da aviação

6 abril, 2010 por Ale Venancio

Leitura da Páscoa – Santô e os pais da aviação. O trabalho de Spacca, que eu li “num tiro” em Ubatuba, é primoroso. O trabalho flui muito bem sem perder a veia épica da história. O mais interessante é ter uma luz nessa história confusa sobre quem foi o pai da “maquina voadora mais pesada que o ar”. E, claro, foram vários os pais.
Mas o mais legal é perceber as muitas referências que Spacca coloca na obra. Vejam os exemplos nas imagens abaixo.

A ) Asterix. Essa frase”são loucos esses romanos” é uma referência a frase recorrente de Obelix. Que por sua vez refere-se ao acrônimo romano SPQR.

B ) Norman Rockwell. Essa parte homenageia a tela The Gossip.

C ) Francisco Fernando. Aqui o “estopim” da Primeira Guerra Mundial faz uma participação especial.

matilda


DE MALA PRONTA

5 abril, 2010 por Lina Molina

Minha querida personagem tomou uma sabia decisão, como a muito tempo não fazia. Viajar para conhecer novos horizontes e, quem sabe assim, mudar seus próprios humores.

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MATILDA FURACÃO

4 abril, 2010 por Lina Molina

É… dona Matilda… quem te viu, que te vê…

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CAIO

3 abril, 2010 por Ale Venancio

Caio e suas particularidades…

Clique aqui e veja onde se passa essa história.

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Mulato Bamba – Ou “Receita para escapar do BBB”

31 março, 2010 por Ale Venancio

Os gritos ecoaram da Alameda Tietê até a Antonio Carlos. Achei que fosse futebol ou algo assim. Não dei bola. Hoje cedo fiquei sabendo que se tratava do final do Big Brother. Houve um tempo que falar de Big Brother era falar de literatura, da obra 1984. Hoje se resume a esse progaminha que tanto agrada as massas. Que bom que o povo ainda se diverte com pão e circo. Talvez eu quisesse ser assim, como essas pessoas que encontramos em todo canto, e que conseguem se divertir com coisas desse nível, tão fáceis de encontrar. Acho compreensivo. Não sei o que esse cara que ganhou fez de comentário homofóbicos, que todos falaram, só me admira um país tolerar isso (e dar o prêmio para ele). Se ele tivesse dito algo que ofendesse os negros, ou mulheres, ou algum outro absurdo assim, será que teria ganho?

Pra mudar de assunto, nada melhor que a poesia de Noel Rosa e a elegância de Mario Reis. Quando descobri o samba, na minha adolescência, descobri João Gilberto. E me encantei. Logo depois surgiu Mario Reis, aí foi amor a primeira vista. Aquilo era moderno, elegante, cool… ainda mais por ser música cantada nos anos 30, época em que a maioria dos cantores brasileiros ainda estava preso ao Bel Canto.

Bom, o mundo ainda é bem preso ao Bel Canto. Esse povo que gosta do BBB acha que cantar gritando é sinal de que a pessoa sabe cantar, e que isso é bom. Grite e você ganha nota alta no karakê e aumenta instântaneamente sua audiência. Então isso tudo reforça ainda mais a modernidade de Mario Reis.
Pois bem, semana passada comprei o CD com músicas de Noel lançado pela Folha. E lá tem uma gravação impecável de Mario Reis para Mulato Bamba (no video acima, em uma versão de uma cantora que não conheço ainda). Mulato Bamba foi escrito em 1931 por Noel Rosa, e apresenta um malandro carioca, gay, valente e admirado (dizem que inspirado em Madame Satã - veja a letra aqui). Isso em 1931. O que o cara do BBB teria para falar sobre isso? Uma música gay, composta por um compositor hetero, cantado de forma sensual por “uma homem de sociedade” como Mario Reis. É irônico. E eu devo ser muito esquisito mesmo por precisar desse tipo de entretenimento. E mais esquisito ainda por achar um cara dos anos 30, que eu só vi em videos antigos e ouvi em gravações ruidosas, sensual. Mas sei que tá cheio de gente “freak” como eu, então separei um video de Mario Reis para gente como nós:



GATO FÉLIX

26 março, 2010 por Lina Molina

gato-felix

Desenho animado de 1917, criado pelo cartunista australiano Pat Sullivan, o Gato Félix foi desenhado por muitos outros artistas após a morte do seu criador, em 1933.

A possibilidade de produzir um filme com som surgiu em 1927, mas Pat Sullivan resisteu à idéia levando o seu personagem a um momento de crise, percebeu que estava nadando contra a maré quando Disney apresentou seu personagem de maior sucesso, Mickey, usando a inovação do som, em 1928. Até que enfim, em 1930, o Gato Félix sonoro foi transmitido pela primeira vez pela NBC.

A falta de proteção dos direitos autorais dessa época trazem mais de uma versão sobre quem foi o verdadeiro criador ou quem realmente desenhava o Félix. Dizem que Sullivan não era o desenhista, mas sim Bill Holman, e que seu criador foi o americano Otto Messmer, quem realmente desenhou as tiras mas só as assinou entre 1935 e 1954, sendo substituido por Joe Oriolo que seguiu com a produção dos desenhos animados até o fim.

“Félix não é um gato, ele é O Gato.” _ Marcel Brion, da Academia Francesa
Fonte: História da História em Quadrinhos, ed. brasiliense, Álvaro de Moya e Wikipedia

Carlton Hotel – Enquanto a história não fica pronta…

25 março, 2010 por Ale Venancio

Finalmente inaugurei meu tablet para desenhar pro Sem Orelha…

Mãos à obra

18 março, 2010 por Lina Molina

dilma

Pegando carona no tema político puxado pelo Ale, aproveito para revelar aqui em primeira mão, que Dilma Rousseff como num passe de mágica, apareceu para supervisionar a construção da minha casa, gente. Imaginem só a honra!!!


Pra não esquecer I – Nosso “querido” presidente!

16 março, 2010 por Ale Venancio

tomford

Isto não é um blog político. Entretanto eu me considero um cidadão consciente. Estamos em um ano eleitoral e, desde o começo do segundo mandato de Lula, tenho vontade de escrever sobre ele. Nunca defini uma forma que valesse a pena. Já imaginei um personagem caricato, um socialista, que comanda uma “republica exportadora de bananas”, que é adorado pelo povo que gosta de soluções superficiais e imediatas (ou seja, mais ou menos 73% da população) em um paraiso tropical num calor de 40 graus a sombra. Eu contaria uma história que se passaria com esse lider em uma situção específica, meio “Dr. Jivago”. Mas ai pensei que isso já até aconteceu em uma ilha distante no Caribe. Desisti, por enquanto.
Mas continuava com vontade de desabafar. Mas como eu poderia falar mal de Lula se , até o começo do segundo mandato, a única coisa que realmente me irritava nele era a forma como falava (o que irrita ainda muito, por isso prefiro ler o que ele falou a escutá-lo). Só que se eu fizesse isso, com certeza me acusariam de ser “burguês e elitista”, ou algo do tipo. Então desisti de novo. Mas de repente, Lula começou a me dar muitos motivos para criticá-lo. E hoje ele e seu governo são um prato cheio para críticas (ok, não só hoje, já faz bem mais tempo, mas convenhamos, tem piorado muito). Não preciso falar do populismo descarado, por se portar como um típico popular governando da laje de casa num domingo de churrasquinho…  Agora, posso falar de assuntos que sei que fazem parte do seu governo, e considero ter os argumentos básicos para criticar, como o fracasso da sua política externa, ou o gasto público exorbitante, o abuso de medidas populistas. Eu posso também falar de algo que me assusta muito mais, muito mais que uma politica econômica ruim, por exemplo. Eu tenho medo do seu constante ataque à democracia. Desde a expulsão do Brasil do jornalista do New York Times por associar lula ao consumo de álcool (de onde ele tirou esse idéia?!?!) até a recente defesa as “ditaduras” (tem que ser entre aspas porque, teoricamente, são democracias) da América Latina. Ai, como eu admiro o Chile…
E agora a última pérola do presidente em relação a sempre onipresente Cuba e seus presos políticos. E justo ele, que já foi um preso político e já fez greve de fome (se bem que, não sendo digno como um preso político cubano, ou Ghandi, trapaceava se “alimentando” escondido de balas e bolachas). Bom, preciso justificar esse post político dentro de um blog sobre quadrinhos e arte. Por isso a pérola de lula acima vem em versão quadrinho. Pronto, problema resolvido. Inauguro assim a séria “Pra não esquecer”, que será basicamente uma memorabilia de fatos ou frases políticas que considero importante relembrar, de tempos em tempos. E, numa democracia, cada um faz o que quiser com isso.
P.S.: Esse mesmo projeto já foi feito, com MUITA competência, por Marcelo Tas (veja aqui).

Guerra ao terror, e outras questões…

15 março, 2010 por Ale Venancio

mutt-jeff

Finalmente assisti Guerra ao Terror. Achei ótimo. Não somente como entretenimento, mas também pela sua importância histórica. Estava pensando nisso e dei de cara com uma matéria ótima na revista Época sobre o islamismo na Europa chamada “Como desativar as bombas”. Vale muito a leitura (pode ser lida aqui, mas precisa ter cadastro no site). A situação é um pouco aflitiva. Os estudos acima são para uma cena de uma história não finalizada que fiz durante o tempo que morei em Paris. Eu sempre cruzava com essa senhora, vestindo a Niqab, mendigando na saída da estação do metrô. No começo me perturbava bastante, depois já nem percebia mais sua presença. Lembro também de quando passei um curto tempo estudando francês em Genebra, em 2006. Eu saia da universidade e ia até o Coop (o supermercado de lá) comprar meu almoço na Rotisserie para comer numa “ilha” no lago Léman. Tudo parecia encantador. E era, não fosse o fato que eu tinha que cruzar com a única pessoa mendigando que via na cidade, outra senhora vestindo o Niqab.

E, para finalizar, tinha acabado de voltar de uma viagem a Londres logo depois dos atendados de 2005. E estava em Paris na época do atentado ao trem em Madrid.

Talvez tudo isso não tenha nada de especial ou diferente de alguém que simplesmente acompanha os fatos daqui. Mas a situação parece se complicar cada vez mais, eu eu observo muito isso. Para mim, que só posso observar mesmo, serve de referências para crônicas e análises superficiais, mas de uma época específica e que eu considero bem relevante, de transformação. E tendo essa paixão que tenho pelo velho continente, e a imensa curiosidade pelo oriente médio e norte da África, só posso esperar que essa situação (fundamentalismo, jihad, preconceitos etc), sabe-se lá quando, seja “ajeitada” de alguma forma.


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