Sem Orelha!

Cena do chuveiro

psicose

Comentários, seguidos de risos, dos meus alunos sobre a cena do chuveiro: “O quê? É isso? Que chato! Não mostra nada?”

Mas é isso aí, geração Jogos Mortais, não mostra nada, mas mostra tudo. Assim como o espaço entre um quadrinho e outro pode ser um vazio preenchido pelo leitor, o corte entre uma ação e outra tem esse mesmo efeito. E sendo assim, eu concluo que quem não consegue ver os detalhes do crime no chuveiro é porque sofre de cegueira do olho da imaginação. E é preciso ter esses olhos bem abertos pra entender porque esta é a cena mais famosa do cinema.

Palavras do Hitchcock: “A montagem dos fragmentos do filme, a fotografia, a trilha sonora e tudo o que é puramente técnico conseguiram arrancar berros do público.” “O que emocionou o público foi o filme puro.”

E então? Façamos um trato? Vamos parar de conhecer o cinema só através dos “Cinemarks da vida” e garimpar o que tem de bom por aí? E não precisa ir muito longe não… Psicose foi feito em 1960, volte um pouquinho no tempo e abra os olhos.

  • Twitter
  • Facebook
  • Tumblr
  • MySpace
  • StumbleUpon
  • Technorati
  • del.icio.us
  • Google Bookmarks
  • Live
  • email
  • RSS

Esse post foi publicado quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010 às 11:14, e arquivado em Arte, Cinema, por Lina Molina.
Você pode acompanhar os comentários desse post através do feed RSS 2.0.

2 comentários para “Cena do chuveiro”

  1. Pedro disse:

    Além de ele ter aberto espaço para outros, como Jogos Mortais até. Não é?
    Muito bom!

  2. Lina Molina disse:

    Rs… sim, ele abriu espaço para um terror mais violento e sensual, mas ainda assim “voto” em Psicose.

    Em Jogos Mortais você não precisa imaginar a violência, ela está ali toda “mastigada” pelo diretor, já em Psicose ela depende da sua imaginação para acontecer e acho isso demais porque o filme precisa te prender muito pra você se dispor a isso.

Deixe um comentário

© Copyright 2019 - oportodesign.com