Música

Mulato Bamba – Ou “Receita para escapar do BBB”

31 de março de 2010

Os gritos ecoaram da Alameda Tietê até a Antonio Carlos. Achei que fosse futebol ou algo assim. Não dei bola. Hoje cedo fiquei sabendo que se tratava do final do Big Brother. Houve um tempo que falar de Big Brother era falar de literatura, da obra 1984. Hoje se resume a esse progaminha que tanto agrada as massas. Que bom que o povo ainda se diverte com pão e circo. Talvez eu quisesse ser assim, como essas pessoas que encontramos em todo canto, e que conseguem se divertir com coisas desse nível, tão fáceis de encontrar. Acho compreensivo. Não sei o que esse cara que ganhou fez de comentário homofóbicos, que todos falaram, só me admira um país tolerar isso (e dar o prêmio para ele). Se ele tivesse dito algo que ofendesse os negros, ou mulheres, ou algum outro absurdo assim, será que teria ganho?

Pra mudar de assunto, nada melhor que a poesia de Noel Rosa e a elegância de Mario Reis. Quando descobri o samba, na minha adolescência, descobri João Gilberto. E me encantei. Logo depois surgiu Mario Reis, aí foi amor a primeira vista. Aquilo era moderno, elegante, cool… ainda mais por ser música cantada nos anos 30, época em que a maioria dos cantores brasileiros ainda estava preso ao Bel Canto.

Bom, o mundo ainda é bem preso ao Bel Canto. Esse povo que gosta do BBB acha que cantar gritando é sinal de que a pessoa sabe cantar, e que isso é bom. Grite e você ganha nota alta no karakê e aumenta instântaneamente sua audiência. Então isso tudo reforça ainda mais a modernidade de Mario Reis.
Pois bem, semana passada comprei o CD com músicas de Noel lançado pela Folha. E lá tem uma gravação impecável de Mario Reis para Mulato Bamba (no video acima, em uma versão de uma cantora que não conheço ainda). Mulato Bamba foi escrito em 1931 por Noel Rosa, e apresenta um malandro carioca, gay, valente e admirado (dizem que inspirado em Madame Satã - veja a letra aqui). Isso em 1931. O que o cara do BBB teria para falar sobre isso? Uma música gay, composta por um compositor hetero, cantado de forma sensual por “uma homem de sociedade” como Mario Reis. É irônico. E eu devo ser muito esquisito mesmo por precisar desse tipo de entretenimento. E mais esquisito ainda por achar um cara dos anos 30, que eu só vi em videos antigos e ouvi em gravações ruidosas, sensual. Mas sei que tá cheio de gente “freak” como eu, então separei um video de Mario Reis para gente como nós:



Her morning elegance

23 de fevereiro de 2010

Entre tantos outros videoclipes que usam técnicas de animação, acho este, de Oren Lavie, um dos mais incríveis.
Não canso de rever tentando desvendar seus “segredos” de produção.

Vocês tem indicações de mais algumas “pérolas”?


Beyoncé e Josephine Baker

19 de fevereiro de 2010

Nunca pensei que escreveria um post sobre Beyoncé. Não sei nada sobre ela, e escutei somente o básico…

Mas na verdade esse post não é sobre ela, é sobre Josephine Baker. O estagiário aqui da agência não a conhecia (normal, ele tem 20 anos), mas pensei que muita gente pode achar que esse jeito Beyoncé de dançar (meio galinha d’angola) seja algo novo. Não é.

Foi novidade nos anos 20, quando josephine Baker deixou os  Estados Unidos para dançar e cantar, praticamente nua, para a plateia parisiense. O amor dos franceses por ela era enorme e em 1937 ela se tornou cidadã francesa.

Hemingway dizia que ela era a “mulher mais sensacional já vista”. Ela adotou 12 crianças de diferentes nacionalidades, e Vinicius de Moraes dizia brincando que ela queria adotar Toquinho, pois faltava um brasileirinho.

Das fofocas, dizem que ela, enquanto casada, teve um caso com Collete e com Frida Karlo, entre outras(os).

Resumindo, ela me parecia bem mais interessante que Beyoncé. Mas acho que poucos irão concordar comigo.

Ah, e pra fechar, um video da Madelaine Peyroux cantando o maior sucesso de Josephine Baker: J`ai deux amours.


Um post atrasado…. Carnaval e a música

17 de fevereiro de 2010
Ok, esse post deveria ter saído antes, mas tudo bem…  O carnaval sempre foi tema musical, e é sobre o carnaval que falam algumas de minhas músicas preferidas. Veja algumas versões que encontrei no youtube de pérolas sobre esse tema (incluindo uma versão em francês de Noite dos mascarados).

Gil e Nara Leão em Noite dos Mascarados…

A obra-prima Manhã de Carnaval…

E a linda versão instrumental com Baden Powell…

Noite dos Mascarados em francês…

Minha cantora preferida, Elizeth Cardoso, e as Pastorinhas (o tema pode não ser carnaval, mas virou “música de carnaval”)…

Ops, esse não vai até o final, mas a música é a linda “Marcha da Quarta-feira de cinzas” do Vinícius de Moraes e Carlos Lyra…


“Dónde sale tu arte? …

27 de janeiro de 2010

… Qué sabio es el que comparte.” _ Trecho da música No corras tanto dos madrilenhos el Combolinga ilustrada por este fantástico videoclipe.

Conheci esta animação no Animamundi de 2009 e me identifiquei logo de cara. Quem sabe isso não acontece com você também?

Afinal, é uma música que fala COM os introspectivos, os autoreflexivos, os observadores, os sensíveis, enfim, que fala com OS ARTISTAS. E de uma maneira esplêndida!


Para compartilhar…

25 de janeiro de 2010


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