Graphic Novel

Santô e os pais da aviação

6 de abril de 2010

Leitura da Páscoa – Santô e os pais da aviação. O trabalho de Spacca, que eu li “num tiro” em Ubatuba, é primoroso. O trabalho flui muito bem sem perder a veia épica da história. O mais interessante é ter uma luz nessa história confusa sobre quem foi o pai da “maquina voadora mais pesada que o ar”. E, claro, foram vários os pais.
Mas o mais legal é perceber as muitas referências que Spacca coloca na obra. Vejam os exemplos nas imagens abaixo.

A ) Asterix. Essa frase”são loucos esses romanos” é uma referência a frase recorrente de Obelix. Que por sua vez refere-se ao acrônimo romano SPQR.

B ) Norman Rockwell. Essa parte homenageia a tela The Gossip.

C ) Francisco Fernando. Aqui o “estopim” da Primeira Guerra Mundial faz uma participação especial.

matilda


GATO FÉLIX

26 de março de 2010

gato-felix

Desenho animado de 1917, criado pelo cartunista australiano Pat Sullivan, o Gato Félix foi desenhado por muitos outros artistas após a morte do seu criador, em 1933.

A possibilidade de produzir um filme com som surgiu em 1927, mas Pat Sullivan resisteu à idéia levando o seu personagem a um momento de crise, percebeu que estava nadando contra a maré quando Disney apresentou seu personagem de maior sucesso, Mickey, usando a inovação do som, em 1928. Até que enfim, em 1930, o Gato Félix sonoro foi transmitido pela primeira vez pela NBC.

A falta de proteção dos direitos autorais dessa época trazem mais de uma versão sobre quem foi o verdadeiro criador ou quem realmente desenhava o Félix. Dizem que Sullivan não era o desenhista, mas sim Bill Holman, e que seu criador foi o americano Otto Messmer, quem realmente desenhou as tiras mas só as assinou entre 1935 e 1954, sendo substituido por Joe Oriolo que seguiu com a produção dos desenhos animados até o fim.

“Félix não é um gato, ele é O Gato.” _ Marcel Brion, da Academia Francesa
Fonte: História da História em Quadrinhos, ed. brasiliense, Álvaro de Moya e Wikipedia

Carlton Hotel – Enquanto a história não fica pronta…

25 de março de 2010

Finalmente inaugurei meu tablet para desenhar pro Sem Orelha…

MUTT & JEFF

11 de março de 2010

mutt-jeff

Personagens criados em 1907, por Bud Fisher, Mutt & Jeff eram publicados dirariamente na parte superior da página esportiva do jornal de Hearst (magnata da imprensa de Nova York, que se tornou personagem principal do filme Cidadão Kane).

Bud Fisher foi um dos artistas mais bem pagos do mundo dos comics.

Fonte: História da História em Quadrinhos, ed. brasiliense, Álvaro de Moya

A REVISTA TICO-TICO

9 de março de 2010

ticotico-revistas

Em outubro de 1905 é lançada a revista de maior sucesso entre o público infantil, a revista Tico-Tico, pela editora Malho.

No início, os desenhos eram copiados de material estrangeiro, como o Buster Brown já citado no post sobre Chiquinho, com exceção das criações de Jota Carlos, que eram originais.
E por falar em Chiquinho, ele foi o personagem mais importante da revista, sendo visto pelo público como um personagem tipicamente brasileiro, o que já sabemos que não era verdade.

Além da preferência nacional pelo ilustre personagem, a revista também tinha duas seções de sucesso, a “Lições de Vovô” e “Correspondência do Dr. Sabe-tudo”, que ensinaram coisas como ética, etiqueta e amor à pátria.

O logo foi desenhado pelo quadrinista Angelo Agostini, sofrendo um redesign em 1908, e uma criação nova em 1917 feita por Luís Sá.

Curiosidade sobre o nome da revista: o jornalista e fundador da revista, Luís Bartolomeu de Souza e Silva,  viu um tico-tico no jardim de sua própria casa exatamente no momento em que estava tentando criar um nome para a revista.

Alguns dos artistas que colaboraram com a revista: A. Rocha, Alfredo Storni, Angelo Agostini, Jota Carlos, Loureiro, Paulo Affonso, entre muitos outros.

Palavras de Carlos Drummond e Andrade: “O Tico-Tico era de fato a segunda vida dos meninos do começo do século, o cenário maior em que nos inseríamos para fugir à condição escrava de falsos marinheiros (referência à Chiquinho), trajados dominicalmente com o uniforme, porém sem o navio que nos substraísse ao poderio dos pais, dos tios e da escola. E era também misto de escola disfarçada de brincadeira.”
Fonte: História da História em Quadrinhos, ed. brasiliense, Álvaro de Moya

WINSOR MCCAY

5 de março de 2010

little_nemo

McCay, um talentoso quadrinista americano teve seu mais famoso personagem, Little Nemo in Slumberland, publicado em 1905 no jornal New York. Em todas as tiras, Nemo sonhava com imagens incríveis durante a noite e era acordado por sua mãe pela manhã.

McCay era um artista criativo e ousado, e através dos quadrinhos já previa o que o cinema ia explorar mais tarde: as lentes grande-angulares e pontos de vista incomuns, além de representar o mundo onírico de Nemo com muita criatividade, nunca sendo repetitivo, ousando na distribuição dos quadros, verticais ou horizontais. Trazendo sempre imagens impactantes e coloridas.

Suas ilustrações eram um grande sucesso popular, o que não se podia dizer sobre a crítica, que não dava atenção para as histórias em quadrinhos, não considerando-as como uma forma de arte.

Após uma longa jornada cheia de criações, sendo sua primeira: Tales of the jungle imps., e na sequência: Dull Care, Poor Jake, Dreams of Rarebit Fiend, Little Sammy Sneeze, Hungri Henrietta, Sister’s Litte, Sister’s Beau e seu maior sucesso Little Nemo, todas publicadas, aos domingos, em diferentes jornais, McCay inicia na área da animação.

Em 1909 McCay apresenta sua primeira animação, How a mosquito operates, e 5 anos mais tarde projeta a animação de seu último personagem, Gertie the dinossaur (1914), um grande sucesso por mostrar um personagem com personalidade, carisma e com uma qualidade de animação impressionante. Além da inovação em unir video com desenho, pois no final, o próprio McCay interage com sua criação.

Fonte: História da História em Quadrinhos, ed. brasiliense, Álvaro de Moya

CHIQUINHO

3 de março de 2010

chiquinho

O Buster Brown e seu cachorro Tige reproduzidos, sem autorização, por Loureiro e depois por muitos outros artistas brasileiros, eram publicados na revista Tico-Tico, e se chamavam Chiquinho e Jagunço.

Loureiro copiava mas também criava novas situações para os dois personagens do artista americano Richard Fenton Outcault.

Houve uma época em que na falta de uma história do Outcault, os quadrinistas brasileiros copiavam a história do famoso Little Nemo de McCay e substituíam seu personagem pelo Buster Brown, ou então, Chiquinho, o que resultou também na tradicional revista brasileira Chiquinho.

Mas nem tudo na obra de Loureiro foi pirataria, o personagem Benjamim foi criação sua, e que por ironia ou não, talvez ele estivesse ligado demais à mente de Outcault, foi um personagem muito similar à próxima criação do americano, o Lil’Mose.

O curioso é que mesmo após a morte de Outcault, a revista Tico-Tico continuou publicando o Chiquinho de Loureiro. Mas essa e outras histórias serão assunto de outros posts, aguarde.

Fonte: História da História em Quadrinhos, ed. brasiliense, Álvaro de Moya


RICHARD F. OUTCAULT

2 de março de 2010

menino amarelo

Criador do primeiro personagem fixo semanal, O menino amarelo, de 1895, Outcault deu forma às histórias em quadrinhos.

O menino amarelo, personagem que consagrou o seu autor e se tornou o marco da HQ, surgiu primeiro em papel secundário em tiras sobre crianças faveladas, mas após um ano ganhou o papel principal e, a pedido da gráfica, um camisolão amarelo, que deu origem ao termo “jornalismo amarelo”, que se referia à temas sensacionalistas e populares, já que o personagem protagonizava tiras políticas.

A idéia de fazer esse personagem mais popular e assim abrir portas para o nascimento da linguagem dos comics, foi de Hearst, dono do New York World e provável inspiração para o protagonista de Cidadão Kane, filme de Orson Welles, mas isso é assunto para outro post. Mas bem, as tiras do menino amarelo foram feitas como narrativas progressivas e o balãozinho, antes não usado por Outcault, foi inserido.

Algum tempo depois, Outcault não aguentou a pressão da crítica sobre a imprensa sensacionalista e partiu para outra criação, o Buster Brown, ou Chiquinho aqui no Brasil.
Assim como o menino amarelo, Buster Brown, era um menino que aprontava com todo mundo, mas com uma diferença, ele não era das favelas mas sim da burguesia.

Chiquinho, o plágio de Buster Brown made in Brazil, vai ser assunto da próxima série de história da HQ.

Fonte: História da História em Quadrinhos, ed. brasiliense, Álvaro de Moya

WIHELM BUSCH

2 de março de 2010

wihelm-busch

As histórias ilustradas pelo alemão Wihelm Busch são consideradas precursoras das modernas histórias em quadrinhos, das quais algumas foram traduzidas por Olavo Bilac para o português e editadas pela editora Melhoramentos.

Sua história mais famosa, Max und Moritz (Juca e Chico), de 1865, serviu de base para a história, de 1897, Os sobrinhos do Capitão, do americano Rudolph Dirks, publicada até hoje pelo seu filho. Mas a história original de Busch não emplacou porque foi duramente criticada pelos pedadogos da época, porque seus protagonistas serem crianças travessas.

Em suas andanças, Wihelm Busch trabalhou com quadrinhos, inovando com o seu humor e o uso de seqüência de imagens em continuidade, algo que o cinema usaria como parte de sua linguagem, trabalhou também com pintura e com caricatura.

“Caricatura e riso são os signos satânicos do homem.” _ Baudelaire

Wihelm Busch foi um dos maiores inventores da síntese cômica que já existiu… muitos fazedores de desenhos “simplificados” se inspiraram nele. Infelizmente, não copiaram sua profundidade de observação.” _ crítico de arte do jornal francês Le Figaro.

Fonte: História da História em Quadrinhos, ed. brasiliense, Álvaro de Moya

Méliès em HQ

25 de fevereiro de 2010

melies_hq

Fiquei muito empolgada com essa notícia!

Em 26 de fevereiro, será lançada pela editora francesa Dargaud, a HQ Le diable amoureux : et autres films jamais tournés par Méliès, que conta a história de Georges Méliès, o pai dos efeitos especiais e grande artista, que contribuiu de diversas formas para que o cinema não caísse no esquecimento.

Divirta-se com as trucagens criadas por Méliès!

Le Diable Noir (1905)


© Copyright 2017 - oportodesign.com