
Gente como Quentin Tarantino, Clint Eastwood e Tim Burton são alguns desses caras que conseguem vender sua expressão artística para um público considerável, infelizmente não tão grande quanto o público do Titanic, mas não acredito que o objetivo deles seja atingir todo esse povo.
Mas também é muito bom conhecer os que não tem tanta projeção, ficando de olho no que existe pelos festivais, que estão cheios dessas pérolas ainda não expostas para o grande público.
Confesso que eu mesma não tenho visitado tantas mostras quanto desejaria, mas deixo aqui algumas referências pra vocês, o animador Victor Hugo Borges, adoro o seu estilo “Tim Burton” e John Canemaker, conhecido por animar roteiros sobre abusos infantis.

Até então eu só conhecia a poesia Vincent, animada por Tim Burton. E conhecer a sua obra em outras animações me fez concluir que o terror de suas histórias não é aterrorizante, mas cativante.
Os crimes são cometidos por frágeis personagens, que em algum momento de suas vidas se deixam levar por seus instintos primitivos e realizam seus desejos medonhos com atos de crueldade.
E no final, acabamos julgando esses atos como inocentes, pois o caráter dos personagens oscila entre a sanidade e a loucura num piscar de olhos, e curiosamente nos pegamos torcendo por esses seres profundamente humanos.
Outra animação e dicas do que se pode encontrar na net:Annette Jung também expôs um poema que conta a história do filho que matou o próprio pai por não suportar o seu olho defeituoso. Não encontrei essa animação, mas pelo menos é possível conhecer outros projetos da animadora.
Marc Lougee participou com a animação “The pit and the pendulum” e encontrei esta sequência de videos do making-of.

