Cinema

Morte em Veneza

22 de janeiro de 2010

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Filme de 1971, do italiano Luchino Visconti. (mais info)
Homem vai à Itália sozinho e aos poucos se descobre. Sempre reservado e na defensiva, se isola com sua arrogância.
Descobre-se gay diante da atração incontrolável que sente por um garoto, meio andrógeno mas aparentemente mais forte e bem resolvido do que ele.
A morte de seu antigo Eu acontece em Veneza, quando vê a demora da liberação da bagagem no aeroporto como um sinal para retornar ao hotel onde o garoto está.
O caminhar da história com seus picos e clímax acontecem a partir do interior do personagem, sutilmente representado em cada ritmo ou composição de imagem.
Ele tenta ser tão ousado e corajoso quanto o garoto, por vezes se esforçando para esboçar um sorriso que sai forçado e sem graça.
Mas ele é um bebê em aprendizado diante de novas possibilidades que a vida lhe apresenta. E como tal, ele nasce para esta nova vida e morre feliz em Veneza, o berço que o acolheu nesse nascimento tão revelador.


Arte Autoral X Comercial

17 de dezembro de 2009

É certo que existe lugar pra todos, para os que criam a favor do que o mercado pede e os que unem a expressão artística com o ganha pão.

Gente como Quentin Tarantino, Clint Eastwood e Tim Burton são alguns desses caras que conseguem vender sua expressão artística para um público considerável, infelizmente não tão grande quanto o público do Titanic, mas não acredito que o objetivo deles seja atingir todo esse povo.

Mas também é muito bom conhecer os que não tem tanta projeção, ficando de olho no que existe pelos festivais, que estão cheios dessas pérolas ainda não expostas para o grande público.

Confesso que eu mesma não tenho visitado tantas mostras quanto desejaria, mas deixo aqui algumas referências pra vocês, o animador Victor Hugo Borges, adoro o seu estilo “Tim Burton” e John Canemaker, conhecido por animar roteiros sobre abusos infantis.


Abraços Partidos

14 de dezembro de 2009

Magritte

Ontem assisti a Abraços Partidos, o novo filme de Almodóvar. Adorei. Tudo o que se espera de Almodóvar está lá. A estética Flamboyant (talvez um pouquinho mais contida), a narrativa fragmentada que mistura diversos tempos, o clima “noir” e, claro, as excelentes interpretações. E uma possível referencia me chamou a atenção. Uma cena da Penélope Cruz fazendo amor com seu marido, me pareceu intencionalmente inspirada no quadro de Magritte (reproduzido acima). Quando assistir, preste atenção nesse detalhe…

Os contos de Allan Poe

8 de dezembro de 2009

Em uma de minhas caminhadas pela Paulista, vi uma projeção de animações na Casa das Rosas, que tinham como roteiro os contos de Edgar Allan Poe.

Até então eu só conhecia a poesia Vincent, animada por Tim Burton. E conhecer a sua obra em outras animações me fez concluir que o terror de suas histórias não é aterrorizante, mas cativante.

Os crimes são cometidos por frágeis personagens, que em algum momento de suas vidas se deixam levar por seus instintos primitivos e realizam seus desejos medonhos com atos de crueldade.

E no final, acabamos julgando esses atos como inocentes, pois o caráter dos personagens oscila entre a sanidade e a loucura num piscar de olhos, e curiosamente nos pegamos torcendo por esses seres profundamente humanos.

Outra animação e dicas do que se pode encontrar na net:

Annette Jung também expôs um poema que conta a história do filho que matou o próprio pai por não suportar o seu olho defeituoso. Não encontrei essa animação, mas pelo menos é possível conhecer outros projetos da animadora.

Marc Lougee participou com a animação “The pit and the pendulum” e encontrei esta sequência de videos do making-of.


Do Começo ao Fim

5 de dezembro de 2009

Um contrato com Deus

Sem me aprofundar, mais um filme gay fraco. Sei que tem muita gente que vai adorar, chorar etc. Mas francamente…                      Se estiver procurando um bom filme gay, olhe essa lista aqui, ou essa.

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