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Acredito que quando as raízes da criação dos personagens são arquetípicas, ou seja, familiares a todos, essa empatia naturalmente acontece.
Os na’vis são fadas, são índios, são primatas. Eles tem muito do que tivemos no passado, do que vemos nos índios ou que já vimos representado na própria tela do cinema e em livros: seres humanos guerreiros e unidos em um só corpo com a natureza.
Isso tudo é fascinante, ainda mais em uma época cheia de desastres naturais, cheia de “vingança” da natureza contra o homem, rs… esse pensamento é primitivo mas passa pela cabeça de muita gente, e acho que após a revolução industrial, nunca refletimos tanto sobre o meio ambiente e a destruição que o nosso meio de vida tem causado.
Mas não posso terminar o post sem mencionar o tão conhecido vai e vem das historinhas de amor, o “menino levado” que no início não tem a aprovação da moça e só será aceito pelos pais da menina quando provar, no final do filme, que se tornou um homem nobre e digno, além de exemplo moral e até salvador do mundo! Olha só que beleza!
Ai… ai… o amor cinematográfico… porque pega tanto, hein?

Palavras do Hitchcock: “A montagem dos fragmentos do filme, a fotografia, a trilha sonora e tudo o que é puramente técnico conseguiram arrancar berros do público.” “O que emocionou o público foi o filme puro.”
E então? Façamos um trato? Vamos parar de conhecer o cinema só através dos “Cinemarks da vida” e garimpar o que tem de bom por aí? E não precisa ir muito longe não… Psicose foi feito em 1960, volte um pouquinho no tempo e abra os olhos.
