Arte

Sou uma Ecochata

21 de fevereiro de 2010
Eu admito, sou uma Ecochata.
Assim como a minha nova criação, eu faço a minha parte acreditando que assim o fim do mundo será menos doloroso ou que agindo de forma ecologicamente correta, compenso o meu lado não tão correto assim, enfim, o lado que dirige um carro cuspidor de fumaça, que lança micropartículas de sabão em pó no rio, que usa sacolinha de supermercado…

Divirta-se e culpe-se com a Ecochata!


Avatar e os Na’vis

19 de fevereiro de 2010

avatar-filme

Não vou escrever sobre o óbvio de Avatar, a inovação tecnológica, pois isso está em mutação constante, hoje é o cinema 3D, amanhã é outra coisa… então não, o que quero é questionar porque alguns personagens pegam tanto. Eu mesma fiquei com os protagonistas na cabeça por algum tempo e a sensação de familiaridade volta quando vejo esta foto da Neytiri.

Acredito que quando as raízes da criação dos personagens são arquetípicas, ou seja, familiares a todos, essa empatia naturalmente acontece.

Os na’vis são fadas, são índios, são primatas. Eles tem muito do que tivemos no passado, do que vemos nos índios ou que já vimos representado na própria tela do cinema e em livros: seres humanos guerreiros e unidos em um só corpo com a natureza.

Isso tudo é fascinante, ainda mais em uma época cheia de desastres naturais, cheia de “vingança” da natureza contra o homem, rs… esse pensamento é primitivo mas passa pela cabeça de muita gente, e acho que após a revolução industrial, nunca refletimos tanto sobre o meio ambiente e a destruição que o nosso meio de vida tem causado.

Mas não posso terminar o post sem mencionar o tão conhecido vai e vem das historinhas de amor, o “menino levado” que no início não tem a aprovação da moça e só será aceito pelos pais da menina quando provar, no final do filme, que se tornou um homem nobre e digno, além de exemplo moral e até salvador do mundo! Olha só que beleza!

Ai… ai… o amor cinematográfico… porque pega tanto, hein?


Cena do chuveiro

18 de fevereiro de 2010

psicose

Comentários, seguidos de risos, dos meus alunos sobre a cena do chuveiro: “O quê? É isso? Que chato! Não mostra nada?”

Mas é isso aí, geração Jogos Mortais, não mostra nada, mas mostra tudo. Assim como o espaço entre um quadrinho e outro pode ser um vazio preenchido pelo leitor, o corte entre uma ação e outra tem esse mesmo efeito. E sendo assim, eu concluo que quem não consegue ver os detalhes do crime no chuveiro é porque sofre de cegueira do olho da imaginação. E é preciso ter esses olhos bem abertos pra entender porque esta é a cena mais famosa do cinema.

Palavras do Hitchcock: “A montagem dos fragmentos do filme, a fotografia, a trilha sonora e tudo o que é puramente técnico conseguiram arrancar berros do público.” “O que emocionou o público foi o filme puro.”

E então? Façamos um trato? Vamos parar de conhecer o cinema só através dos “Cinemarks da vida” e garimpar o que tem de bom por aí? E não precisa ir muito longe não… Psicose foi feito em 1960, volte um pouquinho no tempo e abra os olhos.


UMA ESPIADA NA TUMBA DE MEDICI…

9 de fevereiro de 2010

sem-tempo


Enquanto isso, em Roma…

4 de fevereiro de 2010

sem-tempo


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